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AUDIOVISUAL DIGITAL EM MUSEUS: A ‘EXPOSIÇÃO’ DO MUSEU DO AMANHÃ
Úrsula Vieira de Resende, Diana Farjalla Correia Lima

Última alteração: 2019-10-14

Resumo


O artigo aborda a exposição permanente do Museu do Amanhã (museu de ciências do Rio de Janeiro inaugurado em 2015), constituída somente por recursos audiovisuais em meio digital. A narrativa musealizada, divulgação científica, discute as consequências da ação humana no planeta nos próximos 50 anos. Ao Museu, que foge do modelo tradicional (em se tratando de acervo e objetos em exibição), aplicou-se referencial teórico e prático para avaliar a linguagem expográfica: ambientes expositivos temáticos audiovisuais digitais, projeções de cenários futuros, adotando-se como recorte, para análise representativa, um destes ambientes. Fez-se um estudo de caso de teor qualitativo, levantamento e análise bibliográfica, documental, visita técnica, registro fotográfico de espaços e itens musealizados e entrevistas a profissionais ligados à Instituição. Os resultados obtidos sobre a exposição permanente do Museu do Amanhã – dotada de uma “coleção de possibilidades’’ representada por “acervo” de “informação”, um “museu diferente” pela modelagem de composição museológica, pelos novos itens e a narrativa comunicada na exposição (museografia, expografia) – permitiram verificar que seu modelo é inusitado, inovador no cenário museológico brasileiro. As conclusões apontam para outras percepções conceituais e aplicações práticas a serem incorporadas no campo da Museologia.



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