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Participação das Mulheres no Conselho de Administração e o Gerenciamento de Resultados
Última alteração: 2020-04-08
Resumo
O artigo objetiva verificar a influência que a participação das mulheres no conselho de administração exerce no gerenciamento de resultados das companhias abertas listadas na B3. A pesquisa é descritiva, realizada por meio de análise documental e abordagem quantitativa, considerando como população as empresas listadas na B3. A amostra da pesquisa compreendeu 210 empresas em 2011, 253 em 2012, 251 em 2013, 242 em 2014, 243 em 2015, 245 em 2016 e 262 empresas em 2017. Como proxy para a participação das mulheres no conselho, foram utilizadas quatro variáveis: 1) Dummy para existência de mulheres no CA; 2) Dummy para a maioria de conselheiras mulheres; 3) Percentual de mulheres no CA; e, 4) Dummy para presidente do CA mulher. O gerenciamento de resultados foi analisado por meio dos accruals discricionários baseados no modelo Jones Modificado (Dechow, Sloan & Sweeney, 1995). Os resultados demonstraram baixos volumes de accruals discricionários na maioria dos anos. Quanto a participação das mulheres no CA, destaca-se que o número de empresas que possuíam mulheres aumentou de 35% em 2011, para 42% em 2017. Todavia, identificou-se que 17 empresas possuíam mulheres na presidência do CA no ano de 2017, que representava apenas 6% da amostra. Dentre as quatro variáveis que captavam a participação das mulheres no CA, todas apresentaram coeficientes negativos, sendo que três foram estatisticamente significantes. Portanto, concluiu-se que na amostra investigada, a existência de mulheres no CA reduzia o gerenciamento de resultados.
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